Foi difícil de admitir, demorou mais do que o costume, a luta e a derrota da minha negação inicial.
Começou pé ante pé, a cada inalação do teu cheiro ou o despropositado toque do teu dedo ou a demora (propositadamente alongada) na devolução de um isqueiro ou outro objeto qualquer...
Continuou manhã fora enquanto revia mentalmente o que poderia ter sido o gatilho deste sentimento todo que me impedia o sono. Parei há 16 anos atrás, era demais! Que máquina do tempo a minha a que chamo cabeça quando nela me concentro e encontro pormenores (que pensava) perdidos...
Prolongou-se quando (finalmente) adormeci e me envolvi muito mais em ti do que consciente quis admitir ser capaz...
Acabou quando acordei molhada e a primeira sinapse sussurrava o teu nome...
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Razão ou amor?
Sinto-me assim neste limbo. Escrevo e leio para não sentir demasiado a tua falta. Leio e escrevo para enganar o tempo e não me desfazer em raciocínios inúteis e cheios de ausência de ti.
Durante muitos anos pendi diretamente para o lado emocional da cosa, sem pensar sequer uma vez quanto mais duas...Durante muitos anos fui preterida, considerada a que aguentava e suportava a negação. A carência. A razão de tudo assim ser e tudo acontecer...
Apareces-me assim de braços abertos e entregas-me um ninho de esperança num futuro melhor, cheio de amor e parcerias felizes. Entrelacei-me em ti a ver se as medidas batiam certo e se eu caberia nesse teu ninho e não é que caibo na perfeição? O ninho pode ter sido feito para que todas as medidas caibam sem forçar mas nem foi isso que me pareceu tal o aconchego que me recebeu...
Agora há a razão e o racionalismo todo! É o passado, o futuro e o presente, é o querer e desejar, é o crescente duvidar, afastamento e falta de discernimento para nas mão dos deuses tudo deixar repousar...
Sopro-te para longe mas sem fôlego suficiente para te afastar deixo-me atravessar por estas dúvidas que à solidão me conduzem e de ti afastam!
Nota Pessoal- Atravessa lá isso rápido e trata de perceber se queres "pender" para o meu lado ou para o outro, (o teu ?) porque cá em baixo já deixei uns colchões que me amparem a queda...
F+*#'*#
...o destino
...os deuses que mandam no destino
...os Homens que mandam no destino
...os Homens que acreditam nos deuses que mandam no destino
...os deuses que acreditam nos Homens que mandam no destino.
...o amor
...a falta de amor
...a falta de amor dos deuses
...a falta de amor dos Homens
...a falta de amor dos Homens nos deuses
...a falta de amor dos deuses nos homens.
...nós
...a nossa história neste destino
...o nosso destino nesta história
...os deuses que mandam na nossa história
...os Homens que mandam na nossa história
...
..
terça-feira, 20 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Dias...
Há dias em que a sabedoria nos afunda...ou em que nos afundamos no que achamos ser a nossa sabedoria...Hoje é um desses dias...
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
duas ou mais?
Dizia uma amiga ontem ao telefone: "o gajo anda com outra, a sério! Apanhei-o e o pior é que quando o confrontei ele não só me admite como me diz com a maior cara de anjo: mas eu amo-vos às duas!!O que hei de fazer?"
Fiquei à nora, mesmo, pensava que casos assim já não existiam e tão próximos, quase do outro lado do espelho...
O que disseste ou fizeste?
"Pedi-lhe que fizesse as malas e que até hoje à noite saísse de casa! Disse-lhe que ficasse com a outra. Se achas que amas duas pessoas, fica com a segunda, se realmente amasses a primeira...não haveria segunda!"
-Diz que ele parou de chorar e ela nunca mais o viu-
Fiquei à nora, mesmo, pensava que casos assim já não existiam e tão próximos, quase do outro lado do espelho...
O que disseste ou fizeste?
"Pedi-lhe que fizesse as malas e que até hoje à noite saísse de casa! Disse-lhe que ficasse com a outra. Se achas que amas duas pessoas, fica com a segunda, se realmente amasses a primeira...não haveria segunda!"
-Diz que ele parou de chorar e ela nunca mais o viu-
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Crescer
Há coisas que crescem no sítio errado..
Tenho uma erva daninha que carinhosamente apelidei de "praga" que por mais que a arranque continua a aparecer no mesmo sitio do meu quintal. Ao lado dos jarros, rouba-lhes a água e cresce por cima do muro para os vizinhos...podia acabar por aceitá-la pensei eu mas porquê? As coisas devem ter os seu lugares ...na língua portuguesa há dez classes de palavras, as civilizações e os organismos vivos têm fases de crescimento e por aí fora! As galinhas não têm dentes, não nasce dinheiro do chão e as bicicletas não caem das árvores...Então porque há esta "praga" insistente a crescer no meu coração, estas borboletas a esvoaçar no estômago e as formigas que me sobem pernas acima por cada vez que me ligas ou apareces a cada 16 anos pela minha vida adentro???
Tenho uma erva daninha que carinhosamente apelidei de "praga" que por mais que a arranque continua a aparecer no mesmo sitio do meu quintal. Ao lado dos jarros, rouba-lhes a água e cresce por cima do muro para os vizinhos...podia acabar por aceitá-la pensei eu mas porquê? As coisas devem ter os seu lugares ...na língua portuguesa há dez classes de palavras, as civilizações e os organismos vivos têm fases de crescimento e por aí fora! As galinhas não têm dentes, não nasce dinheiro do chão e as bicicletas não caem das árvores...Então porque há esta "praga" insistente a crescer no meu coração, estas borboletas a esvoaçar no estômago e as formigas que me sobem pernas acima por cada vez que me ligas ou apareces a cada 16 anos pela minha vida adentro???
Feel free, please!
Não sei por onde começar porque esta é das poucas vezes na minha vida em que não sei bem o que se passa nem como pode acabar o que ainda agora é um sopro...deste coração!
Estou (mesmo) a tentar não ser obstinada com isto e ser o mais livre que me autorizo. Acredita que é difícil...
Cada dia é mesmo uma novidade, um desafio a quem a ele poucas vezes quer chegar. Mas também é sempre uma nova oportunidade de ser mais e melhor, de mim e para os outros.
A liberdade que nos damos é a que desejamos aos outros e a que damos a quem queremos amarrar?? Mesmo sabendo que invento asas nessas costas, não me consigo mentir pois queria vê-las (esvoaçando?) por perto!
Abro as janelas e inspiro, primeiro muito a medo, assim como astronauta que tira o capacete num planeta cujo ar não sabe se os pulmões conseguem suportar...depois é já de portas escancaradas que espero que a liberdade que te ofereço não seja motivo para fuga e despedida quando...ainda nem bem te disse olá!
Corro o risco, também de cabeça erguida e peito aberto (vestida!). Vai...vai...vai...vai...mas volta!*
Estou (mesmo) a tentar não ser obstinada com isto e ser o mais livre que me autorizo. Acredita que é difícil...
Cada dia é mesmo uma novidade, um desafio a quem a ele poucas vezes quer chegar. Mas também é sempre uma nova oportunidade de ser mais e melhor, de mim e para os outros.
A liberdade que nos damos é a que desejamos aos outros e a que damos a quem queremos amarrar?? Mesmo sabendo que invento asas nessas costas, não me consigo mentir pois queria vê-las (esvoaçando?) por perto!
Abro as janelas e inspiro, primeiro muito a medo, assim como astronauta que tira o capacete num planeta cujo ar não sabe se os pulmões conseguem suportar...depois é já de portas escancaradas que espero que a liberdade que te ofereço não seja motivo para fuga e despedida quando...ainda nem bem te disse olá!
Corro o risco, também de cabeça erguida e peito aberto (vestida!). Vai...vai...vai...vai...mas volta!*
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Em português por favor...
Há coisas que o melhor é mesmo não percebermos que é como a minha mãe dizia "fazer-me de parva".
Mesmo quando parece que nos caiu no colo o ovo de colombo, que fomos finalmente escolhidos por obra e graça de uma divindade qualquer para ter um holofote só para nós, daqueles quentinhos...perháps!
São lições de humildade ou apenas lembranças, tipo post its deixados por alguém para jamais nos esquecermos de que a nossa ação por aqui é limitada pelo nosso sonho...perháps!
Dentro de momentos...a realidade!
Mesmo quando parece que nos caiu no colo o ovo de colombo, que fomos finalmente escolhidos por obra e graça de uma divindade qualquer para ter um holofote só para nós, daqueles quentinhos...perháps!
São lições de humildade ou apenas lembranças, tipo post its deixados por alguém para jamais nos esquecermos de que a nossa ação por aqui é limitada pelo nosso sonho...perháps!
Dentro de momentos...a realidade!
domingo, 4 de novembro de 2012
Hoje...
Há dias em que apetece voltar a pregar estas partidas! Em que me apetece ser a miúda traquina que faz as partidas ao adulto...
Há dias em que me apetece ser o adulto responsável, que anda com a cabeça louca à procura do miúdo traquina...
Há dias em que me apetece ser a mulher (gira)que está dentro da casa de banho prestes a ser surpreendida pelo homem (giro)...
Há dias em que me apetece ser o adulto responsável, que anda com a cabeça louca à procura do miúdo traquina...
Há dias em que me apetece ser a mulher (gira)que está dentro da casa de banho prestes a ser surpreendida pelo homem (giro)...
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
momento de quase tristeza
Se fosse há algum tempo seria mesmo de choro mas há carapaças que se formam e defesas que nos obrigam a ter...que chatice isto já ser uma quase tristeza...já nem nisto existem lágrimas. Há solidões acompanhadas que valem o que são, nada!
domingo, 26 de agosto de 2012
Bilhete zangado de uma pessoa triste
Não me serve de nada zangar com a vida e muito menos contigo mas também não tenho paciência para fingimentos nem pretensos desejos de grande felicidade.
Que sejas feliz...sim com pena que não o sejas comigo já que nisso acreditei durante o tempo que me pareceu a eternidade da verdade.
Zangada com esta coisa de acreditar, do destino, de parecer que algo esteve perto de fazer sentido mas só eu é que nisso acreditei. Que podia ser "mesmo eu mesma" só porque tinha encontrado (finalmente) alguém que mo deixava ser assim:eu! Achar por vezes que isso era tal luxo que roçava o egoísmo...mas adormecer de consciência tranquila por saber que te dava a mesma liberdade!
"Adoro-te, amo-te como a minha mulher, como mulher que és"...blá,blá,blá...
Ando zangada com todas estas crenças e mais algumas desde que me disseste que afinal nada era assim.
Que não me aturas mais e que nada posso fazer para mudar isso porque pura e simplesmente afinal não gostas do eu que sou...
Não quero mais...por agora!
Os momentos de epifania nas nossas vidas, diz-se, que na maior parte dos casos ocorrem quando se é mãe no momento do parto. Acho estranho ser vedado aos homens uma segregação quimica do corpo...feminismo biológico talvez! Também há quem diga que tem muito que ver com as grandes descargas de adrenalina inerentes à nossa existência como o momento do nascimento e da morte.Acrescento da minha lavra o primeiro orgasmo, o primeiro risco de cocaína e já num segundo plano ...a primeira vez que amamos.
Já não quero mais.
Não vou entrar nos dramatismos habituais de que nesta fase não me consigo voltar a ver/sentir apaixonada. Nada disso! A grande diferença é que não anseio nada, de certo modo até estou em negação com a simples miragem de voltar a sentir borboletas cá dentro.
Cansei-me? Fartei-me? Não consigo ainda deslindar exatamente o que se terá passado mas é verdade que só de pensar em novas entregas...aflijo-me e fujo-me.
Toques ocasionais provocam-me pequenos sustos e só de imaginar palavras doces sussurradas ao ouvido penso logo em mentiras, sonhos bons parilhados numa manhã de domingo perto da hora do almoço e com pés entrelaçados...soam-me a falsidades e do mais ou menos ao deixa andra prefiro o acordar sozinha do que acreditar no que parece já não ser mais.
Prefiro a viagem a sós, mais silenciosa e contemplativa porque menos curiosa mas também menos assustadora.
Voltei a ter muito medo... já não quero mais e nem me importo de pensar que não seja só por agora. Para arritmias bastam as que tenho e para as descargas emocionais de adrenalina...cá me vou arranjando!
sábado, 25 de agosto de 2012
Episódio
Eram apenas 11horas da manhã quando me convenci de que, por estar de férias, me poderia autorizar a iniciar uma (literal) jornada de muitos copos e poucos bebes.
Ignorando o relato de muitos episódios ao longo desse dia chegamos ao que interessa..
Quando encontrei a rapariga ela estava a trabalhar mas por magia ou por terem passado umas horas desde que a vi e me serviu a primeira cerveja, dei por mim já sentada num sofá em torno de uma mesa numa casa que percebi depois ser a do seu namorado/amigo colorido/amante...sei lá. Não sei sequer como lá fui parar mas o mais estranho é que (quando voltei a mim) era o centro das atenções. Era eu quem falava e a mim que ouviam...quando chegou a parte da frase em que deveria empregar o nome de um dos presentes para quem (parecia) discursar particularmente..."ups que não sei o nome!" Rapidamente fui socorrida por outrém, mas também já não sabia sobre o que falava...era um elemento do sexo masculino quase completamente "coberto" pelo corpo da tal rapariga que não so o cobria como também lambia o pescoço. À minha volta havia gente...mas muito embaciada!
Havia uma mesa com muitos sabões e espumas e havia uma banheira branca (mais ou menos) com pés de cobre (bonitos e trabalhados!) de onde saía uma cabeça "coroada" por muitos cabelos longos e pretos e umas pernas..."estranho!", pensava eu..."como não me lembro de nada disto!"
O pior era a naturalidade com que tudo acontecia. Levantei-me e sem perguntar a ninguém encontrei a casa de banho, percebi as cores de onde estava e procurei uma janela para me situar...Quando saí da casa de banho virei noutra direção e encontrei-a mas a fenda na parede para o exterior não me situou. Numa cidade que não se conhece, é muito fácil perdermo-nos, tão fácil como é difícil encontrarmo-nos na que habitamos.
Ao fundo do corredor vi uma porta que do lado de dentro parecia ser a que dava para fora. Arrisquei e acertei. Cá fora percebi: saí sem me despedir de quem não conheço, perdi uma echarpe das minhas favoritas, tenho a carteira e os óculos de sol,! Encontro o telemóvel, fico a saber onde é a entrada de metro mais próxima e volto. Para uma casa que não é a minha, com coisas que não me pertencem mas onde me sinto bem...pelo menos melhor!
Ignorando o relato de muitos episódios ao longo desse dia chegamos ao que interessa..
Quando encontrei a rapariga ela estava a trabalhar mas por magia ou por terem passado umas horas desde que a vi e me serviu a primeira cerveja, dei por mim já sentada num sofá em torno de uma mesa numa casa que percebi depois ser a do seu namorado/amigo colorido/amante...sei lá. Não sei sequer como lá fui parar mas o mais estranho é que (quando voltei a mim) era o centro das atenções. Era eu quem falava e a mim que ouviam...quando chegou a parte da frase em que deveria empregar o nome de um dos presentes para quem (parecia) discursar particularmente..."ups que não sei o nome!" Rapidamente fui socorrida por outrém, mas também já não sabia sobre o que falava...era um elemento do sexo masculino quase completamente "coberto" pelo corpo da tal rapariga que não so o cobria como também lambia o pescoço. À minha volta havia gente...mas muito embaciada!
Havia uma mesa com muitos sabões e espumas e havia uma banheira branca (mais ou menos) com pés de cobre (bonitos e trabalhados!) de onde saía uma cabeça "coroada" por muitos cabelos longos e pretos e umas pernas..."estranho!", pensava eu..."como não me lembro de nada disto!"
O pior era a naturalidade com que tudo acontecia. Levantei-me e sem perguntar a ninguém encontrei a casa de banho, percebi as cores de onde estava e procurei uma janela para me situar...Quando saí da casa de banho virei noutra direção e encontrei-a mas a fenda na parede para o exterior não me situou. Numa cidade que não se conhece, é muito fácil perdermo-nos, tão fácil como é difícil encontrarmo-nos na que habitamos.
Ao fundo do corredor vi uma porta que do lado de dentro parecia ser a que dava para fora. Arrisquei e acertei. Cá fora percebi: saí sem me despedir de quem não conheço, perdi uma echarpe das minhas favoritas, tenho a carteira e os óculos de sol,! Encontro o telemóvel, fico a saber onde é a entrada de metro mais próxima e volto. Para uma casa que não é a minha, com coisas que não me pertencem mas onde me sinto bem...pelo menos melhor!
Chove em Amsterdão
É verdade que não pingou durante três dias e que só agora me vejo nos países (a)baixo do nível do mar.
É verdade que a temperatura se tem mantido acima do amena, que apetece andar e perder-me por entre uma corrente de gente estrangeira de férias ou estrangeira e local.
Também é verdade que não me apetecia nadar por entre pessoas, muito menos afogar-me numa multidão de forma desjaeitada assim como quem olha o mapa e depois o nome de ruas escritas em placas azuis...de difícil pronunciação, quanto mais compreensão...conto as consoantes e decoro:" V, i, j, z", depois procuro-as no mapa. Sigo: "e, l, s, t, r, a, a, t" e depois tudo junto para confirmar "Vijzelstraat", ok é esta a rua em que estou e agora? Agora para ali há um mercado, para ali há outro museu e na outra direção há outra coisa qualquer...mas está a chover!
Ainda andam de bicicleta e falam ao telefone ao mesmo tempo que, ainda que conduzindo só com uma mão, agarram no guarda chuva! Circense no minimo! Ainda falam (alto) e se cruzam e dizem coisas impercetíveis aos meus ouvidos latinos e moldados para o "tuguês".
Continua a haver a vida de todos os dias nesta cidade mas, para mim, a perceção de que chove ofusca tudo isto pois só me apetece enfiar em casa e ver da janela, com esta lente que tudo altera e embacia, como é quando chove em Amsterdão!
*atenção que este texto foi baseado unica e exclusivamente numas pingas que caíram durante a noite e numa manhã!*
É verdade que a temperatura se tem mantido acima do amena, que apetece andar e perder-me por entre uma corrente de gente estrangeira de férias ou estrangeira e local.
Também é verdade que não me apetecia nadar por entre pessoas, muito menos afogar-me numa multidão de forma desjaeitada assim como quem olha o mapa e depois o nome de ruas escritas em placas azuis...de difícil pronunciação, quanto mais compreensão...conto as consoantes e decoro:" V, i, j, z", depois procuro-as no mapa. Sigo: "e, l, s, t, r, a, a, t" e depois tudo junto para confirmar "Vijzelstraat", ok é esta a rua em que estou e agora? Agora para ali há um mercado, para ali há outro museu e na outra direção há outra coisa qualquer...mas está a chover!
Ainda andam de bicicleta e falam ao telefone ao mesmo tempo que, ainda que conduzindo só com uma mão, agarram no guarda chuva! Circense no minimo! Ainda falam (alto) e se cruzam e dizem coisas impercetíveis aos meus ouvidos latinos e moldados para o "tuguês".
Continua a haver a vida de todos os dias nesta cidade mas, para mim, a perceção de que chove ofusca tudo isto pois só me apetece enfiar em casa e ver da janela, com esta lente que tudo altera e embacia, como é quando chove em Amsterdão!
*atenção que este texto foi baseado unica e exclusivamente numas pingas que caíram durante a noite e numa manhã!*
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Não há verdades...
Anda, anda por aqui. Despe essa vestimenta que te assenta como uma farda e te verga numa tormenta. A tua. A que escolheste e da qual me afastaste sem desculpa.
Só às vezes te deixarias ir e despir. Só na raridade de um elogio te autorizarias a sentir.
Anda, é por este caminho que não foi construído nem alimentado por mim mas sim por outros pés ávidos de esmagar o que já fora natural.
Foi neste cantinho desta floresta imaginada...por tantos sonhada ao mesmo tempo que por ninguém compreendida que te vi inventar uma mentira.
Uma mentira que era um ninho onde só os dois poderíamos ser reis e senhores do nosso mundo de amores.
Ouve:- não te esqueças da entrada! Deixaste-a tapada. Ainda é por baixo das marcas daquela estrada que nos leva do nunca ao sentimento de que nada é verdade! Fica logo a seguir ao cruzamento do desamor!
Só às vezes te deixarias ir e despir. Só na raridade de um elogio te autorizarias a sentir.
Anda, é por este caminho que não foi construído nem alimentado por mim mas sim por outros pés ávidos de esmagar o que já fora natural.
Foi neste cantinho desta floresta imaginada...por tantos sonhada ao mesmo tempo que por ninguém compreendida que te vi inventar uma mentira.
Uma mentira que era um ninho onde só os dois poderíamos ser reis e senhores do nosso mundo de amores.
Ouve:- não te esqueças da entrada! Deixaste-a tapada. Ainda é por baixo das marcas daquela estrada que nos leva do nunca ao sentimento de que nada é verdade! Fica logo a seguir ao cruzamento do desamor!
domingo, 29 de julho de 2012
Para a amiga...
Há uma amiga que está longe mas sempre tão perto que me sente a cada estremecimento mais forte desta minha estrutura.
O seu reconhecimento da minha pessoa é muito ofuscado e enaltecido por aquela cegueira característica de quem nos quer bem e proteger...ao mesmo tempo que nos impele a crescer até uma altura a que nem nós sonharíamos chegar.
É uma amiga querida que sabe que deste poço só leva as verdades. As que doem e também as que amaciam o ego. Quando o mundo todo nos parece amachucar e só uma reciclagem nos leva a acordar com mais força de viver o próximo dia.
Há uma amiga querida que mesmo quando está longe a distância não é medida pois há vezes em que às vezes está perto e sem nos vermos estamos lá. Só porque sabemos que estamos.
Não é difícil de manter uma amizade assim, basta termos uma amiga assim! Obrigada Vâ.
O seu reconhecimento da minha pessoa é muito ofuscado e enaltecido por aquela cegueira característica de quem nos quer bem e proteger...ao mesmo tempo que nos impele a crescer até uma altura a que nem nós sonharíamos chegar.
É uma amiga querida que sabe que deste poço só leva as verdades. As que doem e também as que amaciam o ego. Quando o mundo todo nos parece amachucar e só uma reciclagem nos leva a acordar com mais força de viver o próximo dia.
Há uma amiga querida que mesmo quando está longe a distância não é medida pois há vezes em que às vezes está perto e sem nos vermos estamos lá. Só porque sabemos que estamos.
Não é difícil de manter uma amizade assim, basta termos uma amiga assim! Obrigada Vâ.
Arranjei uma nova ocupação de rejeição.
Um amor de olhos verdes que brilham e me encandeiam apenas enquanto presente. Uma nova visão da minha incapacidade de fazer bater um coração (de outrém) mais forte por mim. Não o digo por busca de auto comiseração e muito menos por me inibir de tal sentimento. Facto.É isso, é um facto tão natural como a minha sede.
Procuro a coragem que sempre tive por companheira e que agora me deixou assim descoberta e impune a todos os ataques de que sou alvo.
Nem sequer posso dizer que o encontrei por acaso porque a verdade é que procurei com a certeza de que dali não viria muito mais do que um par de olhos brilhantes.
Tiras-me o chão e do chão sinto-me cada vez mais perto.
Assim como me despes com a perspicácia de mãos sabedoras que só as tuas o são.
Quero tanto ser a heroína da história,a que diz que não,que basta e no entanto continuo à espera que sejas tu o vilão do enredo. O que dirá com os mesmos olhos brilhantes com que me conduzes ao prazer que não dá. Acabou.
A partir daqui só há um adeus possível. Não há mais a almejar e muito menos a conquistar. Deixaste-o bem explícito e eu aceitei as regras do jogo que sabia não ser o meu. Que as mulheres são capazes de enganar, defraudar, mentir, virar-se contra a sua própria essência...isso eu já sabia...até onde poderiam ir pelo brilho dos teus olhos verdes...ainda é uma incógnita!
Um amor de olhos verdes que brilham e me encandeiam apenas enquanto presente. Uma nova visão da minha incapacidade de fazer bater um coração (de outrém) mais forte por mim. Não o digo por busca de auto comiseração e muito menos por me inibir de tal sentimento. Facto.É isso, é um facto tão natural como a minha sede.
Procuro a coragem que sempre tive por companheira e que agora me deixou assim descoberta e impune a todos os ataques de que sou alvo.
Nem sequer posso dizer que o encontrei por acaso porque a verdade é que procurei com a certeza de que dali não viria muito mais do que um par de olhos brilhantes.
Tiras-me o chão e do chão sinto-me cada vez mais perto.
Assim como me despes com a perspicácia de mãos sabedoras que só as tuas o são.
Quero tanto ser a heroína da história,a que diz que não,que basta e no entanto continuo à espera que sejas tu o vilão do enredo. O que dirá com os mesmos olhos brilhantes com que me conduzes ao prazer que não dá. Acabou.
A partir daqui só há um adeus possível. Não há mais a almejar e muito menos a conquistar. Deixaste-o bem explícito e eu aceitei as regras do jogo que sabia não ser o meu. Que as mulheres são capazes de enganar, defraudar, mentir, virar-se contra a sua própria essência...isso eu já sabia...até onde poderiam ir pelo brilho dos teus olhos verdes...ainda é uma incógnita!
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
outono
Já era tempo disto...do vento, da chuva e de sentir esta natureza a reboliçar-se não toda mas mais um bocadinho...
Ela continua assim a ser a mesma, mais ou menos, porque também há todas as outras nuances que mais querendo ou não, não há algodões nem líquidos desmaquilhantes que façam realmente o que o rótulo apregoa.
Mas há uma casa nova, um coração novo e um respirar mais calmo e seguro a cada dia que passa. Aceitação? Crescimento ou apenas mais uma visão?
Entre o que parecia nevoeiro aparece um convencimento que sabe tão bem que juras ser mesmo verdade e afinal não será a realidade apenas aquilo em que escolhemos acreditar? Se é assim tão bom e belo, que o seja. Escolhe ela e aceito eu.
Ela continua assim a ser a mesma, mais ou menos, porque também há todas as outras nuances que mais querendo ou não, não há algodões nem líquidos desmaquilhantes que façam realmente o que o rótulo apregoa.
Mas há uma casa nova, um coração novo e um respirar mais calmo e seguro a cada dia que passa. Aceitação? Crescimento ou apenas mais uma visão?
Entre o que parecia nevoeiro aparece um convencimento que sabe tão bem que juras ser mesmo verdade e afinal não será a realidade apenas aquilo em que escolhemos acreditar? Se é assim tão bom e belo, que o seja. Escolhe ela e aceito eu.
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