Anda, anda por aqui. Despe essa vestimenta que te assenta como uma farda e te verga numa tormenta. A tua. A que escolheste e da qual me afastaste sem desculpa.
Só às vezes te deixarias ir e despir. Só na raridade de um elogio te autorizarias a sentir.
Anda, é por este caminho que não foi construído nem alimentado por mim mas sim por outros pés ávidos de esmagar o que já fora natural.
Foi neste cantinho desta floresta imaginada...por tantos sonhada ao mesmo tempo que por ninguém compreendida que te vi inventar uma mentira.
Uma mentira que era um ninho onde só os dois poderíamos ser reis e senhores do nosso mundo de amores.
Ouve:- não te esqueças da entrada! Deixaste-a tapada. Ainda é por baixo das marcas daquela estrada que nos leva do nunca ao sentimento de que nada é verdade! Fica logo a seguir ao cruzamento do desamor!
:-)
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