domingo, 29 de julho de 2012

Arranjei uma nova ocupação de rejeição.
Um amor de olhos verdes que brilham e me encandeiam apenas enquanto presente. Uma nova visão da minha incapacidade de fazer bater um coração (de outrém) mais forte por mim. Não o digo por busca de auto comiseração e muito menos por me inibir de tal sentimento. Facto.É isso, é um facto tão natural como a minha sede.

Procuro a coragem que sempre tive por companheira e que agora me deixou assim descoberta e impune a todos os ataques de que sou alvo.

Nem sequer posso dizer que o encontrei por acaso porque a verdade é que procurei com a certeza de que dali não viria muito mais do que um par de olhos brilhantes.

Tiras-me o chão e do chão sinto-me cada vez mais perto.
Assim como me despes com a perspicácia de mãos sabedoras que só as tuas o são.
Quero tanto ser a heroína da história,a que diz que não,que basta e no entanto continuo à espera que sejas tu o vilão do enredo. O que dirá com os mesmos olhos brilhantes com que me conduzes ao prazer que não dá. Acabou.

A partir daqui só há um adeus possível. Não há mais a almejar e muito menos a conquistar. Deixaste-o bem explícito e eu aceitei as regras do jogo que sabia não ser o meu. Que as mulheres são capazes de enganar, defraudar, mentir, virar-se contra a sua própria essência...isso eu já sabia...até onde poderiam ir pelo brilho dos teus olhos verdes...ainda é uma incógnita!

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