domingo, 26 de agosto de 2012

Não quero mais...por agora!


Os momentos de epifania nas nossas vidas, diz-se, que na maior parte dos casos ocorrem quando se é mãe no momento do parto. Acho estranho ser vedado aos homens uma segregação quimica do corpo...feminismo biológico talvez! Também há quem diga que tem muito que ver com as grandes descargas de adrenalina inerentes à nossa existência como o momento do nascimento e da morte.Acrescento da minha lavra o primeiro orgasmo, o primeiro risco de cocaína e já num segundo plano ...a primeira vez que amamos.
Já não quero mais. 
Não vou entrar nos dramatismos habituais de que nesta fase não me consigo voltar a ver/sentir apaixonada. Nada disso! A grande diferença é que não anseio nada, de certo modo até estou em negação com a simples miragem de voltar a sentir borboletas cá dentro.
Cansei-me? Fartei-me? Não consigo ainda deslindar exatamente o que se terá passado mas é verdade que só de pensar em novas entregas...aflijo-me e fujo-me. 
Toques ocasionais provocam-me pequenos sustos e só de imaginar palavras doces sussurradas ao ouvido penso logo em mentiras, sonhos bons parilhados numa manhã de domingo perto da hora do almoço e com pés entrelaçados...soam-me a falsidades e do mais ou menos ao deixa andra prefiro o acordar sozinha do que acreditar no que parece já não ser mais.
Prefiro a viagem a sós, mais silenciosa e contemplativa porque menos curiosa mas também menos assustadora. 
Voltei a ter muito medo... já não quero mais e nem me importo de pensar que não seja só por agora.        Para arritmias bastam as que tenho e para as descargas emocionais de adrenalina...cá me vou arranjando!

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