quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Quero-te

Foi difícil de admitir, demorou mais do que o costume, a luta e a derrota da minha negação inicial.
Começou pé ante pé, a cada inalação do teu cheiro ou o despropositado toque do teu dedo ou a demora (propositadamente alongada) na devolução de um isqueiro ou outro objeto qualquer...
Continuou manhã fora enquanto revia mentalmente o que poderia ter sido o gatilho deste sentimento todo que me impedia o sono. Parei há 16 anos atrás, era demais! Que máquina do tempo a minha a que chamo cabeça quando nela me concentro e encontro pormenores (que pensava) perdidos...
Prolongou-se quando (finalmente) adormeci e me envolvi muito mais em ti do que consciente quis admitir ser capaz...
Acabou quando acordei molhada e a primeira sinapse sussurrava o teu nome...


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