Nunca sei por onde andas mas sei sempre quando estás por perto.
Activa-se-me a circulação sanguínea, arrepio-me de calor, daqueles arrepios que trazem um suor frio a tira colo. Escolhe, queres ser a gota de suor que me escorre costas abaixo ou o arrepio de calor?
Nunca sei quando apareces com piscas piscas nos olhos,vontades por satisfazer nas mãos e murmúrios disfarçados de gemidos entre dentes e beijos a altas horas da madrugada.
Cruzamo-nos do lado errado do mundo ou do certo da noite, do canto do olho topaste-me enquanto te ignorei os movimentos e daí alí a um canto escuro foi um passo.
Encontramo-nos anos depois em lençóis de águas salgada e foi o calor que te trouxe a mim, outra vez! Dalí às quenturas d areias foi um mergulho.
Sei-te de volta e assim como o calor não vieste para ficar, ainda! Já sinto o estremecer, a urgência em despir-me para ao arrefecer-me poder esperar-te.
Até já.
terça-feira, 29 de abril de 2014
terça-feira, 22 de abril de 2014
Enganada
Fui enganada, mais uma vez. Fui. Enganada.
Podia alegar que foi pelo fado, vida madrasta que insiste em emburralhar-me.Tira-me os contactos com a fada madrinha e impossibilita-me a ascensão a cinderela.
Podia justificar com a crise económica+crise emocional= conjuntura depressiva que nos obriga a um apego desnecessário e imediato a quaisquer boas intenções, mesmo as provenientes daquele sítio que as tem cheio!
Poderia incluir os olhos magoados mas lindos e com aquelas intenções todas ali tão bem escritas; as mãos que sabiam exactamente o seu lugar neste corpo que rápido rápido a elas se entregou; a boca cheia de coisas belas e eu carente a querer acreditar nelas todas.
Fui ludibriada por mim. Falseei-me com todas as letras e plavras que consegui reunir no diccionário mental que me resta. Projectei tanto neste espelho que já só vazio reflecte que agora, com luz e imagem de fundo me apercebo que só cá estou eu, perdida entre o alfabeto que vesti para me enfeitar para ti!
Enganada e nua, sem linha e nem agulha, terei que me reinventar e aprender a ser outra vez, sem o resto todo...apenas eu!
Podia alegar que foi pelo fado, vida madrasta que insiste em emburralhar-me.Tira-me os contactos com a fada madrinha e impossibilita-me a ascensão a cinderela.
Podia justificar com a crise económica+crise emocional= conjuntura depressiva que nos obriga a um apego desnecessário e imediato a quaisquer boas intenções, mesmo as provenientes daquele sítio que as tem cheio!
Poderia incluir os olhos magoados mas lindos e com aquelas intenções todas ali tão bem escritas; as mãos que sabiam exactamente o seu lugar neste corpo que rápido rápido a elas se entregou; a boca cheia de coisas belas e eu carente a querer acreditar nelas todas.
Fui ludibriada por mim. Falseei-me com todas as letras e plavras que consegui reunir no diccionário mental que me resta. Projectei tanto neste espelho que já só vazio reflecte que agora, com luz e imagem de fundo me apercebo que só cá estou eu, perdida entre o alfabeto que vesti para me enfeitar para ti!
Enganada e nua, sem linha e nem agulha, terei que me reinventar e aprender a ser outra vez, sem o resto todo...apenas eu!
terça-feira, 15 de abril de 2014
Pensei que...
Pensei que sim mas afinal não.
Eras assim como uma coisa boa que vinha na minha direcção e eu fiquei desconfiada. Dizem que quando a esmola é grande o santo desconfia e eu de santa até tenho pouca coisa mas mesmo assim fiquei de pé atrás. Com o pé direito ligeiramente para trás e com o peso do corpo todo no pé esquerdo e deve ter sido por isso que da primeira vez que me abraçaste eu me senti em desequilíbrio...a pender para o lado do coração.
Não tinha reparado em ti, há dez anos que te via e que não reparava em ti. Devia ter sido o suficiente para perceber que assim como esperava teres-me aberto os olhos...serias tu a cerrá-los outra vez! Desta vez, digo eu, para sempre.
Não te chegaste para me elucidar...chegaste para me tapar as vistas e foi assim, entre dedos que te fui entre vendo ... sempre meio desfocado, sempre entre planos, uns tão bons e outros tão afastados e desoladores!
Pensei...sempre o mesmo erro, sempre este pensar demais que me leva a nenhures! Pensei...por ti e por mim e dei-me mal pelos dois!
Palavra louca
Dou por mim a escrever-ta e a pronunciá-la vezes sem conta e sem razão alguma.
Desculpa por ter reparado em ti, por me ter atrevido a sentir, pelas falhas deste destino não previsto.
É por cada vez que a escrevo ou pronuncio uma chicotada psicológica que me inflijo. Porque te ouço a zombar-me o melodramatismo, porque te sinto em fuga pelos dois, porque quanto mais te busco mais me foges.
Por todas as vezes que já a disse e por todas as outras em que nunca a senti...Deixo-te com mais uma desculpa para justificar o injustificável!
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