sábado, 25 de agosto de 2012

Chove em Amsterdão

 É verdade que não pingou durante três dias e que só agora me vejo nos países (a)baixo do nível do mar.
 É verdade que a temperatura se tem mantido acima do amena, que apetece andar e perder-me por entre uma corrente de gente estrangeira de férias ou estrangeira e local.
 Também é verdade que não me apetecia nadar por entre pessoas, muito menos afogar-me numa multidão de forma desjaeitada assim como quem olha o mapa e depois o nome de ruas escritas em placas azuis...de difícil pronunciação, quanto mais compreensão...conto as consoantes e decoro:" V, i, j, z", depois procuro-as no mapa. Sigo: "e, l, s, t, r, a, a, t" e depois tudo junto para confirmar "Vijzelstraat", ok é esta a rua em que estou e agora? Agora para ali há um mercado, para ali há outro museu e na outra direção há outra coisa qualquer...mas está a chover!
 Ainda andam de bicicleta e falam ao telefone ao mesmo tempo que, ainda que conduzindo só com uma mão, agarram no guarda chuva! Circense no minimo! Ainda falam (alto) e se cruzam e dizem coisas impercetíveis aos meus ouvidos latinos e moldados para o "tuguês".
 Continua a haver a vida de todos os dias nesta cidade mas, para mim, a perceção de que chove ofusca tudo isto pois só me apetece enfiar em casa e ver da janela, com esta lente que tudo altera e embacia, como é quando chove em Amsterdão!

*atenção que este texto foi baseado unica e exclusivamente numas pingas que caíram durante a noite e numa manhã!*


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