sábado, 25 de agosto de 2012

Episódio

Eram apenas 11horas da manhã quando me convenci de que, por estar de férias, me poderia autorizar a iniciar uma (literal) jornada de muitos copos e poucos bebes.
Ignorando o relato de muitos episódios ao longo desse dia chegamos ao que interessa..
Quando encontrei a rapariga ela estava a trabalhar mas por magia ou por terem passado umas horas desde que a vi e me serviu a primeira cerveja, dei por mim já sentada num sofá em torno de uma mesa numa casa que percebi depois ser a do seu namorado/amigo colorido/amante...sei lá. Não sei sequer como lá fui parar mas o mais estranho é que (quando voltei a mim) era o centro das atenções. Era eu quem falava e a mim que ouviam...quando chegou a parte da frase em que deveria empregar o nome de um dos presentes para quem (parecia) discursar particularmente..."ups que não sei o nome!" Rapidamente fui socorrida por outrém, mas também já não sabia sobre o que falava...era um elemento do sexo masculino quase completamente "coberto" pelo corpo da tal rapariga que não so o cobria como também lambia o pescoço. À minha volta havia gente...mas muito embaciada!
Havia uma mesa com muitos sabões e espumas e havia uma banheira branca (mais ou menos) com pés de cobre (bonitos e trabalhados!) de onde saía uma cabeça "coroada" por muitos cabelos longos e pretos e umas pernas..."estranho!", pensava eu..."como não me lembro de nada disto!"
O pior era a naturalidade com que tudo acontecia. Levantei-me e sem perguntar a ninguém encontrei a casa de banho, percebi as cores de onde estava e procurei uma janela para me situar...Quando saí da casa de banho virei noutra direção e encontrei-a mas a fenda na parede para o exterior não me situou. Numa cidade que  não se conhece, é muito fácil perdermo-nos, tão fácil como é difícil encontrarmo-nos na que habitamos.
Ao fundo do corredor vi uma porta que do lado de dentro parecia ser a que dava para fora. Arrisquei e acertei. Cá fora percebi: saí sem me despedir de quem não conheço, perdi uma echarpe das minhas favoritas, tenho a carteira e os óculos de sol,! Encontro o telemóvel, fico a saber onde é a entrada de metro mais próxima e volto. Para uma casa que não é a minha, com coisas que não me pertencem mas onde me sinto bem...pelo menos melhor!







1 comentário:

  1. Saudades que já tinha de ler estas palavras aqui escritas, pensei que nunca mais voltasses a escrever aqui ou que tivesses mudado de casa.
    :)

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