quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Quero-te

Foi difícil de admitir, demorou mais do que o costume, a luta e a derrota da minha negação inicial.
Começou pé ante pé, a cada inalação do teu cheiro ou o despropositado toque do teu dedo ou a demora (propositadamente alongada) na devolução de um isqueiro ou outro objeto qualquer...
Continuou manhã fora enquanto revia mentalmente o que poderia ter sido o gatilho deste sentimento todo que me impedia o sono. Parei há 16 anos atrás, era demais! Que máquina do tempo a minha a que chamo cabeça quando nela me concentro e encontro pormenores (que pensava) perdidos...
Prolongou-se quando (finalmente) adormeci e me envolvi muito mais em ti do que consciente quis admitir ser capaz...
Acabou quando acordei molhada e a primeira sinapse sussurrava o teu nome...


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Razão ou amor?


Sinto-me assim neste limbo. Escrevo e leio para não sentir demasiado a tua falta. Leio e escrevo para enganar o tempo e não me desfazer em raciocínios inúteis e cheios de ausência de ti.
Durante muitos anos pendi diretamente para o lado emocional da cosa, sem pensar sequer uma vez quanto mais duas...Durante muitos anos fui preterida, considerada a que aguentava e suportava a negação. A carência. A razão de tudo assim ser e tudo acontecer...

Apareces-me assim de braços abertos e entregas-me um ninho de esperança num futuro melhor, cheio de amor e parcerias felizes. Entrelacei-me em ti a ver se as medidas batiam certo e se eu caberia nesse teu ninho e não é que caibo na perfeição? O ninho pode ter sido feito para que todas as medidas caibam sem forçar mas nem foi isso que me pareceu tal o aconchego que me recebeu...

Agora há a razão e o racionalismo todo! É o passado, o futuro e o presente, é o querer e desejar, é o crescente duvidar, afastamento e falta de discernimento para nas mão dos deuses tudo deixar repousar...
Sopro-te para longe mas sem fôlego suficiente para te afastar deixo-me atravessar por estas dúvidas que à solidão me conduzem e de ti afastam!

Nota Pessoal- Atravessa lá isso rápido e trata de perceber se queres "pender" para o meu lado ou para o outro, (o teu ?) porque cá em baixo já deixei uns colchões que me amparem a queda...

F+*#'*#

...o destino
...os deuses que mandam no destino
...os Homens que mandam no destino
...os Homens que acreditam nos deuses que mandam no destino
...os deuses que acreditam nos Homens que mandam no destino.
...o amor
...a falta de amor
...a falta de amor dos deuses
...a falta de amor dos Homens
...a falta de amor dos Homens nos deuses
...a falta de amor dos deuses nos homens.
...nós
...a nossa história neste destino
...o nosso destino nesta história 
...os deuses que mandam na nossa história
...os Homens que mandam na nossa história
...
..



terça-feira, 20 de novembro de 2012

Não me queres ver do avesso?


                          Se me pudesses fazer (mais) alguma coisa não me querias ver do avesso?

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Dias...

Há dias em que a sabedoria nos afunda...ou em que nos afundamos no que achamos ser a nossa sabedoria...Hoje é um desses dias...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

duas ou mais?

Dizia uma amiga ontem ao telefone: "o gajo anda com outra, a sério! Apanhei-o e o pior é que quando o confrontei ele não só me admite como me diz com a maior cara de anjo: mas eu amo-vos às duas!!O que hei de fazer?"

Fiquei à nora, mesmo, pensava que casos assim já não existiam e tão próximos, quase do outro lado do espelho...

O que disseste ou fizeste?
"Pedi-lhe que fizesse as malas e que até hoje à noite saísse de casa! Disse-lhe que ficasse com a outra. Se achas que amas duas pessoas, fica com a segunda, se realmente amasses a primeira...não haveria segunda!"

-Diz que ele parou de chorar e ela nunca mais o viu-

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Crescer

Há coisas que crescem no sítio errado..
Tenho uma erva daninha que carinhosamente apelidei de "praga" que por mais que a arranque continua a aparecer no mesmo sitio do meu quintal. Ao lado dos jarros, rouba-lhes a água e cresce por cima do muro para os vizinhos...podia acabar por aceitá-la pensei eu mas porquê? As coisas devem ter os seu lugares ...na língua portuguesa há dez classes de palavras, as civilizações e os organismos vivos têm fases de crescimento e por aí fora! As galinhas não têm dentes, não nasce dinheiro do chão e as bicicletas não caem das árvores...Então porque há esta "praga" insistente a crescer no meu coração, estas borboletas a esvoaçar no estômago e as formigas que me sobem pernas acima por cada vez que me ligas ou apareces a cada 16 anos pela minha vida adentro???

Feel free, please!

Não sei por onde começar porque esta é das poucas vezes na minha vida em que não sei bem o que se passa nem como pode acabar o que ainda agora é um sopro...deste coração!

Estou (mesmo) a tentar não ser obstinada com isto e ser o mais livre que me autorizo. Acredita que é difícil...

Cada dia é mesmo uma novidade, um desafio a quem a ele poucas vezes quer chegar. Mas também é sempre uma nova oportunidade de ser mais e melhor, de mim e para os outros.

A liberdade que nos damos é a que desejamos aos outros e a que damos a quem queremos amarrar?? Mesmo sabendo que invento asas nessas costas, não me consigo mentir pois queria vê-las (esvoaçando?) por perto!

Abro as janelas e inspiro, primeiro muito a medo, assim como astronauta que tira o capacete num planeta cujo ar não sabe se os pulmões conseguem suportar...depois é já de portas escancaradas que espero que a liberdade que te ofereço não seja motivo para fuga e despedida quando...ainda nem bem te disse olá!

Corro o risco, também de cabeça erguida e peito aberto (vestida!). Vai...vai...vai...vai...mas volta!*



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Em português por favor...

Há coisas que o melhor é mesmo não percebermos que é como a minha mãe dizia "fazer-me de parva".
Mesmo quando parece que nos caiu no colo o ovo de colombo, que fomos finalmente escolhidos por obra e graça de uma divindade qualquer para ter um holofote só para nós, daqueles quentinhos...perháps!
São lições de humildade ou apenas lembranças, tipo post its deixados por alguém para jamais nos esquecermos de que a nossa ação por aqui é limitada pelo nosso sonho...perháps!

Dentro de momentos...a realidade!

domingo, 4 de novembro de 2012

Hoje...

Há dias em que apetece voltar a pregar estas partidas! Em que me apetece ser a miúda traquina que faz as partidas ao adulto...

Há dias em que me apetece ser o adulto responsável, que anda com a cabeça louca à procura do miúdo traquina...

Há dias em que me apetece ser a mulher (gira)que está dentro da casa de banho prestes a ser surpreendida pelo homem (giro)...

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

momento de quase tristeza

Se fosse há algum tempo seria mesmo de choro mas há carapaças que se formam e defesas que nos obrigam a ter...que chatice isto já ser uma quase tristeza...já nem nisto existem lágrimas. Há solidões acompanhadas que valem o que são, nada!