Sinto-me assim neste limbo. Escrevo e leio para não sentir demasiado a tua falta. Leio e escrevo para enganar o tempo e não me desfazer em raciocínios inúteis e cheios de ausência de ti.
Durante muitos anos pendi diretamente para o lado emocional da cosa, sem pensar sequer uma vez quanto mais duas...Durante muitos anos fui preterida, considerada a que aguentava e suportava a negação. A carência. A razão de tudo assim ser e tudo acontecer...
Apareces-me assim de braços abertos e entregas-me um ninho de esperança num futuro melhor, cheio de amor e parcerias felizes. Entrelacei-me em ti a ver se as medidas batiam certo e se eu caberia nesse teu ninho e não é que caibo na perfeição? O ninho pode ter sido feito para que todas as medidas caibam sem forçar mas nem foi isso que me pareceu tal o aconchego que me recebeu...
Agora há a razão e o racionalismo todo! É o passado, o futuro e o presente, é o querer e desejar, é o crescente duvidar, afastamento e falta de discernimento para nas mão dos deuses tudo deixar repousar...
Sopro-te para longe mas sem fôlego suficiente para te afastar deixo-me atravessar por estas dúvidas que à solidão me conduzem e de ti afastam!
Nota Pessoal- Atravessa lá isso rápido e trata de perceber se queres "pender" para o meu lado ou para o outro, (o teu ?) porque cá em baixo já deixei uns colchões que me amparem a queda...

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