terça-feira, 29 de abril de 2014

Ai que calor...

Nunca sei por onde andas mas sei sempre quando estás por perto.
Activa-se-me a circulação sanguínea, arrepio-me de calor, daqueles arrepios que trazem um suor frio a tira colo. Escolhe, queres ser a gota de suor que me escorre costas abaixo ou o arrepio de calor?
Nunca sei quando apareces com piscas piscas nos olhos,vontades por satisfazer nas mãos e murmúrios disfarçados de gemidos entre dentes e beijos a altas horas da madrugada.
Cruzamo-nos do lado errado do mundo ou do certo da noite, do canto do olho topaste-me enquanto te ignorei os movimentos e daí alí a um canto escuro foi um passo.
Encontramo-nos anos depois em lençóis de águas salgada e foi o calor que te trouxe a mim, outra vez! Dalí às quenturas d areias foi um mergulho.
Sei-te de volta e assim como o calor não vieste para ficar, ainda! Já sinto o estremecer, a urgência em despir-me para ao arrefecer-me poder esperar-te.
Até já.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Enganada

Fui enganada, mais uma vez. Fui. Enganada.
Podia alegar que foi pelo fado, vida madrasta que insiste em emburralhar-me.Tira-me os contactos com a fada madrinha e impossibilita-me a ascensão a cinderela.
Podia justificar com a crise económica+crise emocional= conjuntura depressiva que nos obriga a um apego desnecessário e imediato a quaisquer boas intenções, mesmo as provenientes daquele sítio que as tem cheio!
Poderia incluir os olhos magoados mas lindos e com aquelas intenções todas ali tão bem escritas; as mãos que sabiam exactamente o seu lugar neste corpo que rápido rápido a elas se entregou; a boca cheia de coisas belas e eu carente a querer acreditar nelas todas.
Fui ludibriada por mim. Falseei-me com todas as letras e plavras que consegui reunir no diccionário mental que me resta. Projectei tanto neste espelho que já só vazio reflecte que agora, com luz e imagem de fundo me apercebo que só cá estou eu, perdida entre o alfabeto que vesti para me enfeitar para ti!
Enganada e nua, sem linha e nem agulha, terei que me reinventar e aprender a ser outra vez, sem o resto todo...apenas eu!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Pensei que...

Pensei que sim mas afinal não.
Eras assim como uma coisa boa que vinha na minha direcção e eu fiquei desconfiada. Dizem que quando a esmola é grande o santo desconfia e eu de santa até tenho pouca coisa mas mesmo assim fiquei de pé atrás. Com o pé direito ligeiramente para trás e com o peso do corpo todo no pé esquerdo e deve ter sido por isso que da primeira vez que me abraçaste eu me senti em desequilíbrio...a pender para o lado do coração.
Não tinha reparado em ti, há dez anos que te via e que não reparava em ti. Devia ter sido o suficiente para perceber que assim como esperava teres-me aberto os olhos...serias tu a cerrá-los outra vez! Desta vez, digo eu, para sempre.
Não te chegaste para me elucidar...chegaste para me tapar as vistas e foi assim, entre dedos que te fui entre vendo ... sempre meio desfocado, sempre entre planos, uns tão bons e outros tão afastados e desoladores!
Pensei...sempre o mesmo erro, sempre este pensar demais que me leva a nenhures! Pensei...por ti e por mim e dei-me mal pelos dois! 

Palavra louca

Dou por mim a escrever-ta e a pronunciá-la vezes sem conta e sem razão alguma.
Desculpa por ter reparado em ti, por me ter atrevido a sentir, pelas falhas deste destino não previsto.
É por cada vez que a escrevo ou pronuncio uma chicotada psicológica que me inflijo. Porque te ouço a zombar-me o melodramatismo, porque te sinto em fuga pelos dois, porque quanto mais te busco mais me foges. 
Por todas as vezes que já a disse e por todas as outras em que nunca a senti...Deixo-te com mais uma desculpa para justificar o injustificável!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Conversa esquizofrénica 2:


-Parece que não percebes!...
-Foi na tua cama a última vez que fui feliz!
-Dormiste bem?
-Ainda bem que a vendeste!
-Vá lá, eu mereço, é quase Natal!
-Vendeste a cama?
-Não me levas a lugar nenhum...
-Não percebem? Vendeste a cama?
-Não, vendi a felicidade!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Conversas esquizofrénicas 1



-Ele é um parvo que nunca mais me disse nada!
-Eu é que sou uma parva por ter achado que ele me ia dizer alguma coisa!
-...Parvoíces...

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A minha cama enfeitada


Estou uma pessoa diferente!
Enfeitei a minha cama para ti. Foi com paciência, atenção e mais sentimentos do que aqueles que cabem numa frase ...ou tenho por hábito transportar em mim ...que colhi 40 pétalas que dividi por 8 flores e as dispus pela minha pequena cama.
Uma manobra nada ingénua já que foi feita com duas ou três intenções! Em primeiro lugar para te adornar o ego...em segundo lugar para te tirar a atenção do meu corpo enquanto esperava que o desnudasses. Por último...porque queria rivalizar em termos de beleza com todos os outros leitos por onde já passeaste esse corpinho.
O desejo de me ver despida por ti não se concretizou, o teu ego não necessita de mais adornos e a verdade é que nem quero saber por quantos ou que estética tinham as outras camas por onde passaste.
Estou uma pessoa diferente!
As flores e as respectivas pétalas murcharam, não mais soube de ti mas os adereços lá estão...Continuo a enfeitar a minha cama,só que agora, é só para mim.  

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Fugas emocionais ou nem por isso?


-É só isto-dizia ela enquanto fazia um gesto melancólico a que se chama vulgarmente resignação na direção do que ela achava ser mesmo "só" aquilo! 
A verdade é sempre mais simples do que julgamos e muitas vezes mais dolorosa em igual proporção. Sem nunca querer suplantar-me do nível medíocre e aceitável da minha baixa auto estima, foi com calma e no silêncio que dei por mim a fazer mentalmente uma espécie de lista prós e contras da minha situação. Assim sendo decidi convertê-la a um registo mais físico, quase como um gesto de auto envergonhanço a ver no que isto dá.
*Se ele sentiu algo por mim, não é pelo meu silêncio magoado mas que ele não o reconhece como tal que deixar-me-á de voltar a procurar;
*Se eu signifiquei mais do que apenas uma queca, dei-o a entender o que pode tê-lo afugentado e eu não quero um homem com medos do amanhã quanto mais assustado com o hoje;
*Se ele me achou inferior ou não meritória de si, menos mal... eu não o saberia enganar por muito tempo na tentativa vã de mostrar ser algo que não o interior deste tuppaware chamado corpo de gente;
*Se ele precisar  de tempo para organizar a sua vida, pode ser que demore menos do que os 16 anos que tive que esperar da última vez até um gajo cair em si. Aí, pode ser bom, arrumada a casa em Belém para onde estará a fazer mudanças, ele poderá ter deixado crescer a barba que eu prefiro do que o queixo irritado que me deixou e ele disposto a ver-me como sou: a louca que se deixa levar por um conversa eletrónica de uma noite até um encontro que no momento nem me pareceu muito sexual mas que agora e bem vistas as coisas não parece ter passado muito disso e ainda por cima com qualidade duvidosa. 
* Um gajo que considera como hipótese uma paixão ser árdua, ou é homem para mim ou anda no meus antípodas e apercebo-me de que a missão de me re-estruturar e credibilizar o outro lado desta história está prestes a fracassar...
Nem sequer fui novidade na arte do encontro furtuito e com uma quase desconhecida e bolas, lembro-me agora que lhe perguntei se no dia a seguir ele iria fazer comigo o mesmo que com a menina de Milfontes e não mais a encontrar...Porra, não me lembro da resposta dele mas há outro lado positivo, não paguei por um bungalow num parque de campismo. 
Enfim, de quatro miragens engraçadas e cheias de pormenores com humor e infantilidade pura até ao encontro de dois adultos que se aventuraram numa ingenuidade sonhadora...quando em menos de dois dias me vejo sem o novo amigo do livro das caras, sem o jantar easy e descontraído a  que nos tínhamos mutuamente convidado, sem o vinho ou sms bonitas no dia seguinte e com uma cumplicidade a lembrar-me a expressão "apaixonarmo-nos arduamente"...então só me resta mesmo o adjectivo louca e a tarefa quase psicoterapêutica de fazer uma lista para não me ir sem esforço nenhum abaixo.
Já expliquei que era"só isto" para o que ela apontava, que encolhia os ombros e sentia as lágrimas presas? Ancorei-as lá, nessa realidade onde tudo dói sempre um bocadinho mais! 




terça-feira, 12 de novembro de 2013

Felicidades e afins...

Faz um ano desde a última vez que me senti feliz. 
Explico e esclareço. Não falo/escrevo das felicidades familiares, de partilhas de sorrisos entre amigos, de abraços ou conversas que nos reconfortam...
Há um ano que não sou feliz de amor. Eu! 
Esperanças depositadas num amor lindo e com um historial digno de arranjar netos ou sobrinhos a quem o re contar vezes sem conta. Esperanças falhadas e realidade aceite, sempre houve uma aparte que inegavelmente me ficou qual espinho no pé, pedra no sapato...enfim, metáforas à parte, nunca percebi nem tão menos aceitei a parte do "a felicidade é super valorizada".
Faz um ano desde que abri o meu coração e voltei a acampar no campo da felicidade. 
Choradeira e tristeza passadas voltei a utilizar a teimosia que me é característica para me agarrar e voltar a levantar.
Não peço desculpa por assim ser e nem acho que procure enganar ou vender este meu sonho de que a felicidade vale a pena nem que seja pela pequena janela de tempo que dura. 
Dizia /escrevia o Oscar Wilde que "um homem pode ser feliz com qualquer mulher desde que não a ame". Logo ele, logo o senhor que já me convenceu tantas outras vezes do contrário. Recuso-me a acreditar que nos devamos contentar com estes pequenos momentos de borboletas esvoaçantes e não podemos esperar mais desta pequena passagem pela vida. Que tenhamos que abdicar de grandes amores em prol de vidas a dois com pessoas com as quais as coisas são mais práticas e não mais felizes. Que um dia a dia calmo e pacífico seja a aspiração em vez de pétalas sobre corpos nús e insónias sufocantes...Que o pequeno almoço almoço ao sábado de manhã substitua a garrafa de vinho de sexta feira à noite...
Não me interpretem mal! Adoro coisas práticas a dois ou a três, manhãs, tardes, noites e madrugadas calmas e pacíficas, pequenos almoços, almoços jantares e ceias  de manhã...mas prefiro as borboletas, a humildade de perceber que sou um mero instrumento num sistema de recompensa efémera a que o prazer obriga, que nada mais posso fazer a não ser subjugar-me e deixar-me sentir...que não consigo obrigar-me a parar de sentir!
A felicidade está assim tratada. Não existe sobre a forma amorosa há um ano!Está na hora de chegarmos aos " e afins..."
Estou quase a baixar os braços. Será da idade ou do excesso de solidão?
Estará mesmo na hora de ser sociável ou vem aí mais desilusão? Será o contacto humano resposta para o ostracismo a que me dedico? 
Estou quase quase a aceitar...não a achar que faça sentido mas quase quase a aceitar que estando sozinha me conheço muito mais e melhor do que na partilha do prático dos dias. Percebi de uma vez por todas que independentemente de eu me proteger ou não, as expectativas e as desilusões acontecem. 
Quase a declarar independência ao orgão bombeador de sentimentos e a deixar-me estar assim...de pernas para o ar tudo faz mais sentido!





quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Carta a ti..

Tenho saudades tuas. Acima de tudo de te ouvir e cheirar. A tua presença é forte, sempre foi. A tua ausência, não o sabia, mas ainda o é mais.
Desapareceres assim, sem mais nem menos não é nada de bom tom, muito menos de atribuir qualidades à tua pessoa, quanto mais de gabar-te! 
Não te perceber sempre foi um dos teus fortes atractivos mas assim, nem a esse nível funcionou...deixei-me ficar, qual menina que perdeu o autocarro, numa paragem em meio de nenhures à espera de um qualquer próximo que se te assemelhasse em formas e feitios mas de nada serviu.
Não há horários para ti, nem de partida e nem de chegada, as greves, faltas injustificadas ou baixas (nem) médicas são o prato do dia e à hora da ceia é ver-me aperaltar para....nada!
Vou recolher os talheres que é como quem diz cruzar os braços e encolhendo os ombros de forma rezignada despir o que me falta...pode ser que nua tenha mais sorte!
 Do teu ingrediente que já foi o favorito,
XXX


Boas leituras


Durante muito tempo achei que era fraqueza quem se achava feliz apenas em companhia de alguém. Habituei-me desde muito cedo à solidão e à tristeza inerente à sua presença em mim. Depois do hábito veio a habituação e foi nesse ponto que criei a crítica a quem não consegue estar só.
Gosto de assim estar, de não dar recados nem ter mensagens de ninguém. Gosto ou gostava?
De há um tempo para cá iniciei o processo contrário.
Parece-me que a solidão e a tristeza completam-se muito bem enquanto sentimentos vividos a sós. A alegria parece-me mesmo feira para a partilha. A alegria e a beleza.
A meio de "Desumanização" de Walter Hugo Mãe encontro um paralelismo com o caminho da minha auto descoberta...Fico feliz e não tenho com quem partilhar...primeiro a beleza, depois a alegria!

"A beleza da lagoa é sempre alguém. porque a beleza da lagoa só acontece porque a posso partilhar. Se não houver ninguém, nem a necessidade de encontrar a beleza existe nem a lagoa será bela. A beleza é sempre alguém, no sentido em que ela se concretiza apenas pela expectativa da reunião com o outro."

"A esperança na humanidade, talvez por ingénua convicção, está na crença de que o indivíduo a quem se pede que ouça o faça por confiança. É o que todos almejamos. Que acreditem em nós. Dizermos algo que se toma como verdadeiro porque o dizemos simplesmente."    

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Chocolate derretido

Pareces um pecado derretido com essa cor que passeias por ruas e praias. Gosto do doce que me fazes sentir.

coisas novas ou novas coisas

Entrei hoje no mundo dos tablets e assim ando com os meus momentos mais junto de mim.

terça-feira, 4 de junho de 2013

A nossa festa


 Fazes-me uma festa sempre que me recebes de olhos brilhantes e braço estendido enquanto recupero de quatro lances de escada subidos a pé.
Não preciso de mais nada. Esqueço as serpentinas, os bolos e até o vinho tinto ou a cerveja gelada que sempre compras a pensar na minha visita.
Não há passadeira vermelha. Apenas a nossa roupa, cada vez em menor quantidade a forrar o chão que será depois pisado pelos nosso corpos.
A música costuma ser muita e variada, de volume variado mas sempre de boa qualidade e curiosamente não me lembro de nenhuma...não dançamos muito, de vez em quando balbuciamos partes de letras ou assobiamos mas normalmente ela só está lá pela festa que é sempre que nos encontramos!
Por do Sol ou Aurora,mais noite ou já madrugada adentro, é porque estamos bem e em festa que passa sempre tudo tão rápido entre o momento em que começa e acaba...
O teu corpo moreno ou mais ou menos branco abre caminho, as nossas mãos são  diferentes mas tão juntas se confundem e depois há o enroscar e o suor que nunca acaba entre nós e só contigo não me incomoda. Será porque é o teu suor ou porque também só tu me deixas assim suada de festa?!
Há festas de entrada livre e outras que se denominam de privadas apesar de, depois de lá chegarmos, constatarmos afinal que está lá "toda a gente" e de privacidade tem pouca coisa...
A nossa festa é mais do que nossa e é mesmo privada já que nunca convidamos ninguém. Nem à entrada e nem à saída fica alguém e de escombros ou restos nem eu sei o que fica pois nunca fico lá para ver...

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A vida da dança ou a dança que é esta vida?

O tempo parece que pára ou avança bem rápido. Quando parece que pára é porque sustivémos a respiração tempo a mais e pouco há a fazer. Quando avança bem rápido é porque saltámos um batimento cardíaco qualquer e para voltar ao lugar vai demorar!
De um momento para o outro passam dezasseis anos e as memórias acumulam-se. Deixamos rastos para trás, paredes meio pintadas, músicas meio dançadas e quase tudo é uma semelhança. Pouco é real e palpável.
De um momento para o outro afinal tudo parou e pouco mudou. Continuamos iguais e é sempre fracos, sempre assustados que nos escondemos em busca de alguma paz que nunca chega. Pelo caminho ficam os destroços e a busca de sermos aceites por tudo o que nos rodeia...é já sem razão e sem coração que nos achamos ofegantes, cansados...adultos mas na mesma sozinhos! 
Nem aceite me sinto...não há mais categorias? Ou loucos, ou intelectuais ou aceites? A imagem é de um livro do (grande senhor ébrio) Charles Bukwosky. O sentimento é meu.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

É sempre assim...

Há sempre um começo e normalmente ele é associado a um fim...o fim do que começou que dá origem ao início de um começo que trará um outro fim cada vez para mais perto...
Por enquanto estamos assim, no começo. Não quero pensar já no fim, está-me a saber tão bem esta felicidade que me dás a sentir que te escrevo Obrigada!
É um novo começo e espero que se mantenha a nossa coragem e ausência de medo, a nossa capacidade de brincarmos com esta situação toda e de nos rirmos do que já conhecemos de nós próprios e do outro.
É um novo começo e queria que esta fase de descoberta se prolongasse até que comecemos a saber de cor o que o outro vai fazer e dizer...
Estamos em plena queda, depois do salto da prancha foi com (alguma) certeza que nos lançámos mas é com este pavor que sorrimos e nos deixamos cair sem saber como é este fundo de mar...
Dou-te todas estas reticências e deixo-te de presente um beijo que te quero prolongar mais tarde enquanto me desembrulhas o coração!
Estou a gostar deste início...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O que eu acho não interessa para nada.
Esta é a mais pura das verdades...
Quis encontrar-me contigo numa qualquer noite de Novembro e...não achaste por bem. Quis encontrar-me contigo num fim de semana em Lisboa e...não achaste razoável. Pediste que esperasse umas cinco semanas, argumentei e desunhei-me para te mostrar o desperdício de tempo quando podíamos ter a uma quase eternidade (daquelas que duram apenas até ao fim) para nada, esperei as cinco semanas para o fim deveras anteriormente anunciado...tentei ainda outro encontro e também tive que ceder aos teus argumentos e contentar-me com chamadas intercontinentais...portanto...na última tentativa veio desse lado o Sim que nos conduziu a uma tarde muito bem passada...uma luz ao fundo de um túnel que rapidamente se concretizou na silhueta de um...comboio!
O que eu acho ou sinto não te chega ao coração e muito menos aos ouvidos que tens entorpecidos...
O que te dou a sentir através de tanto que te disse serviu para pendurares num corredor onde quadros de memórias passadas se acumulam e te consolam o medo que tens de não consegui-las viver de verdade!
Perguntas-me o que acho e na verdade só queres é sentir que ainda aqui estou...Pois não estou e não acho, sei!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Deixo-te sonhar

Deixo-te quieto e calmo a descansar.
Deixo-te sossegado a sonhar o sonho dos pouco justos mas muito pacientes e absorto na tua vida.
Se um dia acordares dessa tua realidade e perceberes que há um sonho de verdade que queiras partilhar...

Não quero cá estar.
Não quero.
Não vou.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Quando as nossas palavras já não chegam


Gostava de te fazer mudar de ideias, de te mostrar que tu e eu valemos muito bem a pena. A pena a alegria e todas as chatices pelas quais terias que passar até haver um tu e eu.
Mas não consigo. Se não o fizeste e se não o queres, não consigo com o meu verbalizar prender-te a mais nada.
Gostava de ter escrito estas palavras, de ter sido eu a musicá-las...mas não fui. Compete-me o papel de ouvinte e "só" devo apropriar-me delas assim mesmo, ao acaso e de vez em quando, não são minhas mas sinto-as assim mesmo.

-Um beijo não é apenas um beijo-
"Um beijo não é apenas um beijo
e é por isso que putos e putas,
as pessoas mais puras abaixo do céu
não o dão à toa.
Um beijo não é apenas um beijo:
É uma promessa
É um deslumbre
É um assombro
devastador
E é verdade que jamais poderá ser escrita ou falada
Tal como o teu amor
Um beijo nunca será apenas um beijo
Muito menos se for teu e meu."
Carlos Nobre

sábado, 15 de dezembro de 2012

Fecha-se o livro...


A verdade...essa maluca que persegue em quem nela acredita e transforma-se em sobra para quem dela se faz acompanhar. Sempre sofri por essa senhora que abre capítulos, acompanha as minhas narrartivas e decide sempre o seu final. Há sempre um grande (leia-se dramático) final nas minhas histórias, é sempre um final triste e deixa-me sempre a sentir desamparada. talvez se me rodar de uma mentirazita de vez em quando me ajude. Pelo menos nestas "partes" que são aquelas em que (en)cerro o livro.