terça-feira, 4 de junho de 2013

A nossa festa


 Fazes-me uma festa sempre que me recebes de olhos brilhantes e braço estendido enquanto recupero de quatro lances de escada subidos a pé.
Não preciso de mais nada. Esqueço as serpentinas, os bolos e até o vinho tinto ou a cerveja gelada que sempre compras a pensar na minha visita.
Não há passadeira vermelha. Apenas a nossa roupa, cada vez em menor quantidade a forrar o chão que será depois pisado pelos nosso corpos.
A música costuma ser muita e variada, de volume variado mas sempre de boa qualidade e curiosamente não me lembro de nenhuma...não dançamos muito, de vez em quando balbuciamos partes de letras ou assobiamos mas normalmente ela só está lá pela festa que é sempre que nos encontramos!
Por do Sol ou Aurora,mais noite ou já madrugada adentro, é porque estamos bem e em festa que passa sempre tudo tão rápido entre o momento em que começa e acaba...
O teu corpo moreno ou mais ou menos branco abre caminho, as nossas mãos são  diferentes mas tão juntas se confundem e depois há o enroscar e o suor que nunca acaba entre nós e só contigo não me incomoda. Será porque é o teu suor ou porque também só tu me deixas assim suada de festa?!
Há festas de entrada livre e outras que se denominam de privadas apesar de, depois de lá chegarmos, constatarmos afinal que está lá "toda a gente" e de privacidade tem pouca coisa...
A nossa festa é mais do que nossa e é mesmo privada já que nunca convidamos ninguém. Nem à entrada e nem à saída fica alguém e de escombros ou restos nem eu sei o que fica pois nunca fico lá para ver...

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