segunda-feira, 13 de maio de 2013

A vida da dança ou a dança que é esta vida?

O tempo parece que pára ou avança bem rápido. Quando parece que pára é porque sustivémos a respiração tempo a mais e pouco há a fazer. Quando avança bem rápido é porque saltámos um batimento cardíaco qualquer e para voltar ao lugar vai demorar!
De um momento para o outro passam dezasseis anos e as memórias acumulam-se. Deixamos rastos para trás, paredes meio pintadas, músicas meio dançadas e quase tudo é uma semelhança. Pouco é real e palpável.
De um momento para o outro afinal tudo parou e pouco mudou. Continuamos iguais e é sempre fracos, sempre assustados que nos escondemos em busca de alguma paz que nunca chega. Pelo caminho ficam os destroços e a busca de sermos aceites por tudo o que nos rodeia...é já sem razão e sem coração que nos achamos ofegantes, cansados...adultos mas na mesma sozinhos! 
Nem aceite me sinto...não há mais categorias? Ou loucos, ou intelectuais ou aceites? A imagem é de um livro do (grande senhor ébrio) Charles Bukwosky. O sentimento é meu.

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