Nunca sei por onde andas mas sei sempre quando estás por perto.
Activa-se-me a circulação sanguínea, arrepio-me de calor, daqueles arrepios que trazem um suor frio a tira colo. Escolhe, queres ser a gota de suor que me escorre costas abaixo ou o arrepio de calor?
Nunca sei quando apareces com piscas piscas nos olhos,vontades por satisfazer nas mãos e murmúrios disfarçados de gemidos entre dentes e beijos a altas horas da madrugada.
Cruzamo-nos do lado errado do mundo ou do certo da noite, do canto do olho topaste-me enquanto te ignorei os movimentos e daí alí a um canto escuro foi um passo.
Encontramo-nos anos depois em lençóis de águas salgada e foi o calor que te trouxe a mim, outra vez! Dalí às quenturas d areias foi um mergulho.
Sei-te de volta e assim como o calor não vieste para ficar, ainda! Já sinto o estremecer, a urgência em despir-me para ao arrefecer-me poder esperar-te.
Até já.

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