Não percebo como as pessoas não se encontram nas conversas.
Sabes como gosto do café? Deixas-me a falar sozinha porque preferes o jornal em silêncio pela manhã? Sabes que só bebo do vinho, do tinto?
Como tratas a pasta de dentes quando está a chegar ao fim? És dos que a espremem a bisnaga até ao fim ou dos que à primeira falta de produto recorrem à outra? À nova? (sem imagens irónicas relacionadas com crises de meia idade!)
Já sei dos teus pequenos almoços estranhos...esses que eu insisto em dizer que um dia prepararás para mim. Dos locais pelos quais gostas de passear e meditar. De como acordas e me acordas!
Sei que sabores preferes no prato e como gostaste de provar o meu sabor.
Sei das tuas preocupações, dos teu espaços e passos necessariamente a sós. Porque te sei assim? Porque também assim sou.
Sabes como adormeço e como é a minha respiração...sabes olhar-me e ver-me. Reconheces-me nos detalhes que a outros passam despercebidos. Sabes-me metade de um cacto e resistente, único. Sei-te a outra metade. Único. Sei-te de odor mas não de cor. Sei qual o teu sonho favorito e como gostas de o sonhar. Anda...aterra perto de mim para depois comigo poderes voar!

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