My Dear,
Penso em ti numa
parte grande do meu dia. A noite continua fechada com poucas memórias
certamente para restabelecer energia para os dias, encobertos.
Escrevo-te acima
de tudo, frontalmente. Já passaste pelo que estou a passar e saberás que não é
fácil. Do sentir ao fazer vai um percurso...que estou a fazer...e não, não
tenho a tua coragem emocional.
Ainda não falei
com a minha namorada. Estou a deixar que o sentimento se pronuncie sendo depois
mais fácil enquadrá-lo com palavras, então redundantes porque evidenciarão o óbvio. O
momento ainda não aconteceu.
Reina agora a
doce complacência e conforto do passado, da empatia, do carinho e da amizade.
Não posso dizer que estou triste. Por um lado sabe bem este conforto
conformista, mas continuo a sentir-me zombie, nem morto nem vivo. Não gosto
desta sensação e mantenho a minha posição e firmeza que quero andar em frente
para voltar a descobrir um futuro a cores, num dia de sol, que seja um, ao teu
lado. Essa imagem repete-se, nítida, repetidamente.
Dizem que o
tempo cura todas as feridas. Estou a negociar com ele porque a ferida já está
demasiado aberta.
Não te posso nem
quero pedir tempo porque não lhe consigo por uma data certa e por isso te digo, com
respeito. Protege-te. Por muito que saiba que isso poderá significar voltares
para dentro de uma concha que não conseguirei voltar a abrir.
Adoro-te.
Nota: este texto é uma adaptação e quaisquer semelhanças com algum real será a mais pura das coincidências...
Já agora, não, nunca passei pelo que este alguém está a passar e não sou eu quem acredito que do sentir ao fazer vai um percurso...não me sentiria bem ao deixar algo aqui escrito e no qual não acredito.

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